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Um terço contado através da história

  • 22 de out. de 2015
  • 3 min de leitura

Uma viajem entre as primeiras igrejas erguidas em salvador entre os séculos XVI e XVII. O poder e a crença entre a fé dos primeiros povos que construíram os templos religiosos.

“Pode entrar”

Quem nunca visitou uma das 365 igrejas na cidade do Salvador? Altares iluminados que recebem desde 1530 as orações e devoções de um povo, que com o tempo foi miscigenando a sua fé. Casamento como o de Diogo Alvares Correia (Caramuru) e a índia Paraguaçu, que logo depois foi batizada com o nome de Catarina, em homenagem a rainha da França, em uma viagem ao país, está marcado no templo e na história da principal igreja da época, construída em 1535, a ermida de Nossa Senhora, localizada no Bairro da Graça.

Igreja Santo Antônio da Barra - Ladeira da Barra em Salvador

Sempre situada em pontos estratégicos, as primeiras igrejas erguidas em Salvador surgiram também com o objetivo de catequização. “Os índios Tupinambás já existentes na cidade foram ensinados pelos Jesuítas e em sua cultura implantados outros costumes, essa aculturação levou a crença em santos, imagens divinas.” Comenta o teólogo Milton Pires. Um forte exemplo é o sonho da índia Paraguaçu que dá origem a igreja Nossa Senhora da Graça.” Ela teve um sonho onde enxergava numa extensa praia, um navio destroçado com náufragos tremendo de frio e morrendo de fome e junto a esses marinheiros, uma mulher branca que segurava um menino no colo. Depois de uma busca pelo local, Diogo, o Caramuru, encontra uma imagem, recolhendo-a e colocando no altar da então capela.” Relembra Pires. Desde 1535, a igreja da Graça, a primeira construída na região aonde Tomé de Souza desembarcou, guarda a imagem de Nossa Senhora com o menino Jesusque fica no altar-mor, a mesma encontrada por Caramuru. Rica em elementos históricos, o templo protege os restos mortais de Catarina, o teto traz em pintura a visão milagrosa descrita por ela. Subindo as escadarias em um outro ponto estratégico à Bahia de Todos os Santos, ali no alto de uma colina, um homem de estatura baixa e forte, abre as portas do santuário de Santo Antônio da Barra, às 17 horas de um sábado caloroso. “Pode entrar”, essa foi a frase que seu Carlos Matos,47 anos, músico, que a vinte se dedica como auxiliar na igreja, falou, abrindo o acesso para o salão principal da igreja.



Erguia-se em 1560 a ermida em devoção a santoAntônio. Construída pelos senhores do tráfico de escravos na então Vila Velha, atual bairro da Barra, como primeiro assentamento de terra, com fins de colonização na cidade e louvor a santo Antônio de Arguim. O passeio pela nave única com aspectos mais primitivos e cheia de simbolismo, não deixa dúvida que é uma das pérolas barroca existente no bairro, vista em Salvador.

O altar branco e trabalhado com folhas de ouro, abriga na parte superior a escultura do santo em tamanho real e à sua frente, mais a baixo, quatro imagens que alimentam a fé dos devotos: santo Inácio, fundador dos padres Jesuítas, são José, nossa senhora de Lourdes e o sagrado coração de Jesus reforçam a crença de um povo místico e fiel. Para Carlos Matos, a igreja ainda guarda a originalidade do século em que foi construída. “A pintura do teto com a imagem do santo é bastante antiga, não sabe ao certo quem pintou, mas, foi restaurada em 1884 pelo professor F.J.R de Sall, cumprindo a promessa do devoto Carlos Bacelar.


 
 
 

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